Como parte da preparação do Sínodo da Família de outubro de 2015, as dioceses do mundo inteiro deveriam consultar a opinião dos fiéis sobre o tema do matrimônio e da família. As respostas do laicato alemão foram analisadas pela Conferência Episcopal, que resumiu sua avaliação no documento intitulado “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo de hoje”. Enviado a Roma, esse documento constitui por assim dizer a descrição da posição dos católicos alemães face ao referido tema, a qual servirá de base para o Sínodo elaborar no outono suas perspectivas pastorais.
A tomada de posição da Conferência Episcopal Alemã revela contudo uma situação desoladora. Se ela refletir de fato a realidade nacional, a Igreja não exerce mais qualquer influência sobre a opinião dos fiéis no que diz respeito ao casamento, à família e à moral sexual. Quanto ao divórcio, às famílias mistas e às parcerias homossexuais, a julgar pelo documento dos bispos, os fiéis teriam adotado inteiramente as ideias difundidas por revistas como BRAVO, por filmes e novelas, ou por partidos políticos de esquerda como Bündnis 90/Die Grünen.
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